The Organizer
Robert Pollhammer
Até o final de 2002, no meu emprego fixo, trabalhei para a TUI AG, uma das empresas líderes mundiais no setor de turismo. Nessas funções, fui responsável por diversos projetos, como a implementação da nova marca principal na área de varejo, além da gestão de patrocínios e inovação.
Depois de correr maratonas por alguns anos, comecei a praticar corridas de aventura. Gostei tanto que decidi usar o conhecimento adquirido no meu trabalho e combiná-lo com minha paixão por aventura e esportes. Assim, em 2003, nasceu minha própria empresa.
2003 foi também o primeiro ano em que organizei o Yukon Arctic Ultra (YAU), a ultramaratona mais fria e difícil do mundo. Naquela época, fui contratado para trabalhar como Diretor de Prova nas duas primeiras edições da Maratona da Selva original, no Brasil. Em dezembro de 2005, fundei a Racelite.de, uma loja online voltada especialmente para corredores de trilha, ultramaratonistas e pessoas que se aventuram no Ártico. Encerramos as atividades da loja em julho de 2025. Quase 20 anos depois da YAU, criei a Lapland Arctic Ultra, outro evento de inverno.
Então, já estava na hora de eu fazer algo no verão novamente. Acho que a última Maratona da Selva Brasileira aconteceu em 2019. Ela havia mudado bastante ao longo dos anos e depois parou.
Conheci minha esposa em Santarém há 20 anos. Por isso, nunca perdi a ligação com a região. Além disso, tentei acompanhar a Maratona da Selva à distância para ver como ela estava evoluindo. Quando ficou claro que provavelmente não voltaria, comecei a pensar em organizar uma nova ultramaratona no Pará, Brasil.
Entrei em contato com o ICMBio, órgão governamental brasileiro responsável pelos parques nacionais, pela primeira vez há alguns anos. O feedback inicial sobre a ideia foi positivo e, assim, a semente foi plantada.
Claro, uma das minhas motivações é simplesmente organizar mais uma ultramaratona emocionante em uma paisagem que me fascina. No entanto, essa não é a principal razão. Minha intenção principal é contribuir para o desenvolvimento do turismo ecológico. Se as pessoas que vivem nessas florestas protegidas puderem gerar uma boa renda recebendo visitantes do mundo todo, isso será um grande incentivo para a preservação da natureza ao seu redor. Todas as pessoas com quem conversei – políticos, funcionários do governo e líderes comunitários – estão bem cientes das mudanças climáticas e do papel crucial que uma floresta tropical saudável desempenha para todos nós. Elas querem compartilhar a beleza de suas terras conosco e causar um impacto positivo. O Rainforest Ultra pode e vai ajudá-los nessa jornada.
Nos vemos no Brasil.